Só o que importa é o aqui e o agora3 min de leitura

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“ESTAMOS AQUI E AGORA; O ÚNICO MOMENTO EM QUE ESTAMOS VIVOS É O PRESENTE.”

Thich Nhat Hanh (1926-2022), monge pioneiro do zen budismo no ocidente

Imagino que você tenha uma lista de sonhos e objetivos para atingir: guardar dinheiro para viajar quando se aposentar, aprender um novo idioma assim que sobrar um tempo ou chamar um velho amigo para conversar “qualquer hora dessas”.

Há tanta coisa pra fazer, não é? Será que vai dar tempo ainda nessa vida?

Somos criados para atingir o sucesso a qualquer custo: precisamos trabalhar incansavelmente para que possamos, em algum momento, desfrutar de um cargo importante e de ser titular de uma conta bancária invejável.

Note que o sucesso, na maioria das vezes, está atrelado a um bom salário, um imóvel confortável, a um título no Currículo Lattes.

Sucesso é status. São conquistas materiais.

POR QUE O SUCESSO NÃO PODE SER SOBRE O AMOR, SOBRE AS RELAÇÕES, SOBRE VIVER?

Até que se consiga chegar a esse destino tão cobiçado por muitos, vemos a vida e o tempo escorrerem por entre os dedos. A angústia diária para o cumprimento de prazos e de objetivos tangíveis nos atinge de tal maneira que nos tornamos reféns de uma vida sem sentido e, quem sabe, portadores do diagnóstico de ansiedade.

O que será que você no futuro diria para você agora?
O que será que você daqui 5, 10, 15, 20 anos diria para você agora?

Esse eterno deixar para depois (ou deixar para lá) cria um ciclo de abandono da nossa própria essência.

Vivemos pela angústia e a incerteza do amanhã, ignorando o aqui e o agora.

Diariamente, perdemos a oportunidade de transformar dias ordinários em extraordinários.

Quando a consciência da finitude bater à sua porta, convide-a a entrar e ofereça o seu assento mais confortável.

Talvez essa seja a epifania mais profunda (e bela!) de toda a sua vida.

Quando nos damos conta de que a finitude está mais perto do que se imagina…

Quando nos damos conta de que o “para sempre” é apenas uma falácia…

Quando nos damos conta da inquietude e da impermanência das coisas, pessoas, situações e relações…

Nos tornamos mais presentes no aqui e no agora, agindo com mais amorosidade e consciência.

Não deixe que o presente se torne apenas uma lembrança ou um arrependimento.

Coloque mais amor no seu trabalho diário.

Diga com mais frequência o quanto as pessoas são importantes para você.

Aproxime-se de pessoas que estão ao seu redor.

Coloque os pés descalços na grama.

Cozinhe seu prato favorito.

Coloque sua música favorita no volume máximo!

Dance.

Contemple sua solitude, mas, ao mesmo tempo, fortaleça os laços com amigos, familiares, amores… conecte-se verdadeiramente com aqueles que fazem a diferença na sua vida.

QUANDO COMPREENDEMOS A IMPERMANÊNCIA DE TODAS AS COISAS, APRENDEMOS A APRECIAR A VIDA A CADA SEGUNDO.

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