O correr da vida2 min de leitura

O correr da vida2 min de leitura

O rabino judeu Harold Küshner trabalha como poucos o tema da transitoriedade da vida. Ele aponta três importantes lições, ressaltando que a compreensão destas verdades, nos ajuda a lidar melhor com a impermanência da vida. Querem saber quais são? Então vamos lá:

1. A dor faz parte da vida.

Enquanto estivermos atados ao fio da existência estaremos sujeitos ao sofrimento. Não que o almejemos, longe disso, mas antes de negar a dor, talvez devamos nos atentar ao conselho deixado por Vinicius de Moraes, “quem passou por esta vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu. Porque esta vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu…”

2. Saiba que você fez algo de importante.

Entender que nossa vida tem sentido, teve sentido e sempre pode ter novos sentidos, nos leva a abraçar os tempos presente, passado e futuro, como lugares existenciais de descortinamento de uma vida que sempre pode ser mais profunda que a mera existência.

3. Invista nas pessoas e não em coisas.

Me recordo em um feriado passado na praia de Saquarema, litoral do RJ. Sentado na orla, lendo um livro, vejo um casal de crianças na beira mar, construindo castelo de areia. De repente, como sempre é na vida, uma onda surgiu e derrubou todo aquele empreendimento. Fechei meu livro esperando atentamente a reação dos dois. Provavelmente a minha reação seria choro e colo de mãe. O garotinho olhou pra menina, deu um sorriso, os dois deram as mãos e caminharam pulando e brincando pela areia, como se nada tivesse acontecido. A lição que aqueles pequenos anônimos me deram? Tudo que a gente constrói nessa vida é castelo de areia, que um dia as ondas vão vir e derrubar. Só é capaz de sorrir no final aquele que tem alguém do lado pra dar as mãos.

Quando ao longo da nossa vida investimos em relações e não em coisas, conseguimos sorrir mesmo com nossos castelos desabados, mesmo diante dos escombros de coisas que um dia sonhamos e não existem mais. E você?

QUAIS SÃO AS MÃOS QUE SEMPRE ESTIVERAM SEGURANDO AS SUAS QUANDO SEUS CASTELOS DESABARAM?

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