Death Cafes: já imaginou tomar chá e conversar sobre a morte?3 min de leitura

Death Cafes: já imaginou tomar chá e conversar sobre a morte?3 min de leitura

Para muitas pessoas, a morte ainda é um tabu. Parte delas acredita que falar sobre o fim da vida tem o poder de atraí-la para perto – o que é um grande engano.
Ter a consciência que a vida é finita, conversar sobre os desejos de fim de vida e como gostaríamos de ser tratados pode ser um assunto indigesto – mas, e se este encontro acontecer com pessoas que compartilham desta necessidade de falar sobre o assunto?

O sociólogo e antropólogo suíço Bernard Crettazz entendeu isso e resolveu compartilhar sua ideia com mais pessoas.
Aí surgiu a ideia dos Death Cafes: grupos de discussões sobre a morte com o objetivo de ajudar os convidados a entenderem sobre os assuntos relacionados a finitude.

TUDO ISSO ACOMPANHADO DE UMA XÍCARA QUENTINHA DE CHÁ E UMA DELICIOSA FATIA DE BOLO EM UM ESPAÇO ACESSÍVEL, RESPEITOSO E CONFIDENCIAL.

Os encontros podem ser realizados em cafés, restaurantes, hotéis, centros culturais ou até mesmo na casa de alguém que deseja sediar o espaço. Nesses eventos, há pessoas diversas: pacientes em tratamento, familiares e amigos enlutados, médicos, enfermeiros, cuidadores ou apenas curiosos com o tema.

O 1º Death Cafe foi realizado em 2011 em Londres por Jon Underwood e Sue Barsky Reid. E já que o movimento não tem endereço fixo, mais de 80 países se basearam no conceito criado pelo sociólogo Crettazz e abriram conversas sinceras sobre a morte em um café da tarde.

E no Brasil?
Por aqui, nos inspiramos no “Death Over Dinner”, iniciativa criada em 2012 pelo querido arquiteto norte-americano Michael Hebb (que já esteve com a gente no Festival inFINITO, inclusive).

Então, o criador do movimento inFINITO, Tom Almeida (eu mesmo!) tornou-se o diretor do projeto no Brasil e trouxe essas conversas para muitas mesas de jantar.

Em 2018, como parte do Festival inFINITO, promovemos jantares deliciosos – pela comida e pelas conversas! (que saudades, inclusive!).
Dá uma olhada em alguns encontros que já realizamos ao longo dos anos:

Mesmo durante a pandemia, nós realizamos um lanche on-line e coletivo enquanto falávamos sobre a morte:

A atmosfera desses eventos provocam sentimentos únicos. Poder conversar abertamente com pessoas interessadas em te ouvir sobre um tema tão profundo, é libertador e transformador na mesma medida.

Por isso, deixamos nosso incentivo para você: se puder, que tal convidar familiares e amigos em casa para uma refeição sincera enquanto compartilham seus sentimentos sobre a morte? A experiência será transformadora!
Se fizer, não deixe de nos enviar uma fotinho lá no Instagram!

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