Comunidades Compassivas4 min de leitura

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O que são e como elas funcionam?

Segundo a Public Health Palliative Care International, Comunidade Compassiva é uma iniciativa de desenvolvimento comunitária associada a cuidados paliativos, que consiste em grupos de vizinhos que se unem para organizar formas de auxiliar as pessoas da sua comunidade que vivem com uma doença grave e seus familiares em situações de luto ou perda. Portanto, uma comunidade compassiva, nada mais é do que um ambiente comunitário que se apoia e estende a mão para seus iguais que estão sofrendo com alguma doença que ameace a vida.

Além disso, precisamos ressaltar que esse cuidado não irá substituir os profissionais de saúde e, muito menos, os deveres do poder público. Apenas atua como mais um braço de apoio em uma roda gigante de compaixão.

O site Ordem dos médicos resume as Cidades ou Comunidades Compassivas em três pilares importantes:

1º A comunidade impulsiona a mudança e toma responsabilidade na promoção da sua própria saúde.
2º A compaixão motiva as suas ações. Entende-se por compaixão a verdadeira humanidade; reconhecer o sofrimento do outro, querer minimizá-lo e agir em conformidade para que tal aconteça.
3º A formação de redes entre todos os setores da sociedade, coordenando todos os recursos, permite proporcionar cuidados de qualidade e integrais aos seus cidadãos.

Dentro das comunidades brasileiras existem pessoas que não possuem conhecimento, acesso ou condições básicas para obter um tratamento de saúde digno.

A FUNÇÃO PRINCIPAL DE UMA COMUNIDADE COMPASSIVA É, JUSTAMENTE, LEVAR OS CUIDADOS PALIATIVOS E, ATÉ MESMO, OS CUIDADOS BÁSICOS EM SAÚDE PARA QUEM NECESSITA E TRATAMENTO, SEUS FAMILIARES E PARA AQUELES QUE ESTÃO COM ALGUM TIPO DE DOR, SEJA ELA: EMOCIONAL, FÍSICA, MENTAL OU SOCIAL.

A pergunta que fica é: “Como eu, ser humano “normal”, posso criar uma comunidade compassiva na região onde eu moro?”

Uma comunidade compassiva pode surgir em qualquer lugar. A tendência maior é que elas existam em lugares onde o acesso à saúde básica é escasso ou muito demorado, como por exemplo: favelas, comunidades rurais, cidades pequenas, vilas e etc.

Para criar uma comunidade compassiva, é preciso seguir alguns passos:

  • Diagnostique o território: é preciso entender o que a comunidade precisa, como ela funciona atualmente e o que já é feito atualmente.
  • Identifique os protagonistas locais: existe uma instituição, centro comunitário ou uma pessoa que oferece ajuda a pessoas doentes?
  • Convide os protagonistas para entender a logística do local e explique o que é uma comunidade compassiva.
  • Encontre outras pessoas da comunidade que tenham vontade de ajudar.
  • Convoque profissionais da saúde para oferecer treinamentos a essas pessoas: como dar banho, manter a higiene, alimentar e etc.
  • Procure subsídios para ajudar as pessoas, ex: benefícios do governo, doações, ONGS.
  • Organize um grupo de voluntários e apoiadores de fora: podem atuar presencialmente ou oferecer ajuda de outras formas.
  • Faça da organização uma prioridade: acima de tudo, é preciso ter pessoas responsáveis pela organização de toda estrutura, seja do financeiro, da comunicação, das logísticas e etc.

Qualquer pessoa pode construir uma comunidade de apoio e oferecer assistência no local onde reside. Entretanto, é preciso ter em mente que para desenvolver uma comunidade autossustentável, o projeto não nasce da noite para o dia: é preciso muita dedicação e paciência para que as coisas aconteçam com naturalidade e fluidez.

Precisamos ressaltar que o papel dos profissionais de saúde nessa roda gigante do cuidado é de extrema importância, já que, eles oferecem treinamento e aperfeiçoam os conhecimentos em cuidados de apoiadores locais, para que estes possam continuar auxiliando seus vizinhos e sua comunidade.

Veja como funciona o projeto Comunidades Compassivas coordenado pelo Prof. Alexandre Ernesto, que atua há muitos anos em favelas na cidade do Rio de Janeiro. Para entender melhor como funciona e como você pode ajudar, acesse o perfil do Instagram.

Falar sobre a morte, sobre os processos do luto, de saúde mental e do sofrimento também abre portas para que a compaixão seja exercida em sua plenitude. Para entender melhor o impacto do letramento em morte, ouça este episódio especial sobre o assunto no podcast “Sobre viver e morrer”

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