Blue Zones: o que podemos aprender com as regiões do planeta em que se vive mais?3 min de leitura

Blue Zones: o que podemos aprender com as regiões do planeta em que se vive mais?3 min de leitura

Sabia que existem zonas espalhadas pelo mundo nas quais as pessoas vivem mais do que em qualquer outro lugar?

As Blue Zones (Zonas Azuis, em português) são localidades em que os moradores alcançam a longevidade de maneira ativa e com qualidade – podendo, inclusive, chegar até os 100 anos de idade!

Atualmente, são cinco pontos:

  • Okinawa (Japão);
  • Região da Barbagia de Sardenha (Itália);
  • Península de Nicoya (Costa Rica);
  • Ikaria (Grécia);
  • Loma Linda (Califórnia, Estados Unidos).

As características em comum dessas populações são, principalmente, relacionadas ao estilo de vida: alimentação, atividades físicas e manutenção de vínculos afetivos significativos. Pesquisadores listaram 9 aspectos que seriam as chaves para a saúde longeva:

1-Mover-se naturalmente: isso não é somente sobre a prática de atividades físicas. Mover-se naturalmente diz respeito à realização de qualquer atividade diária que favoreça a mobilidade natural do corpo. Podem ser caminhadas ao ar livre ou trocar o elevador pela escada.

2-Conhecer seu propósito: moradores das Blue Zones confirmam que ter um propósito de vida traz mais sentido à existência, o que dá uma motivação diária.

3-Desacelerar: habitantes dessas cinco regiões acreditam na importância de reservar momentos do dia para o lazer, orar, descansar, confraternizar com familiares e amigos… Isso ajuda na redução do estresse e na melhora do equilíbrio emocional.

4-Regra dos 80%: para os moradores de Okinawa, há a necessidade de parar de comer quando o estômago estiver 80% cheio. Ou seja, quando notam que a fome já foi saciada. Além de auxiliar na manutenção do peso saudável, faz com que as pessoas prestem mais atenção nos sinais de seus  corpos.

5-Priorizar vegetais: até 90% dos cardápios das Blue Zones são compostos por frutas, vegetais e alimentos naturais e saudáveis. A carne vermelha, por exemplo, costuma ser consumida apenas 5 vezes ao mês.

6-Moderação no consumo de álcool: essas pessoas bebem, em média, apenas 1 ou 2 copos de vinho por dia, na companhia de amigos ou durante as refeições.

7-Colocar a família em primeiro lugar: para eles, há a tradição em fortalecer os laços afetivos com familiares, investindo tempo de qualidade, amor e respeito nas relações. Além de promover bem-estar, colabora para o enfrentamento de problemas e para o equilíbrio das emoções.

8-Cultivar a espiritualidade: independentemente de religiões ou crenças, os residentes das Blue Zones consideram a fé um pilar importante para a longevidade.

9-Valorizar as boas companhias: cercar-se de pessoas com gostos e valores em comum, bem como objetivos de saúde semelhantes, aumenta as chances de ter uma vida melhor. Para esses moradores longevos, ter com quem contar, cuidar e ser cuidado é extremamente favorável para viver bem.

Temos muito a aprender com as Blue Zones, não é mesmo?

E se incorporarmos alguns desses hábitos à nossa rotina? Talvez tenhamos a chance de vivermos e morrermos de maneira mais coerente com nossos valores, de forma digna e saudável.

Será que conseguimos criar pequenas Blue Zones no nosso dia-a-dia?

O autor Dan Buettner trabalhou por mais de uma década para identificar pontos críticos de longevidade em todo o mundo. Com ajuda da National Geographic Society, Buettner decidiu localizar regiões que não só tivessem altas concentrações de indivíduos com mais de 100 anos de idade, mas também aglomerados de pessoas que envelheceram sem problemas graves de saúde, como doenças cardíacas, obesidade, câncer ou diabetes. Suas descobertas – juntamente com passos que podemos seguir para viver mais – podem ser encontradas em seu livro, The Blue Zones – Secrets for Living Longer: Lessons From the Healthiest Places on Earth.

Via: National Geographic.

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