A finitude na visão budista 2 min de leitura

A finitude na visão budista 2 min de leitura

Como esta doutrina entende os conceitos de vida e morte?

Em muitas culturas, falar sobre a morte é algo a ser evitado: discussões sobre esse tema são vistas como mórbidas e desnecessárias. Pensar sobre a própria finitude pode trazer angústia, medo e revelar medos obscuros, aqueles que nunca foram discutidos com ninguém justamente pelo desconforto e tristeza ao tocar no assunto.

Na visão budista, falar sobre a morte não gera toda essa estranheza: ela é vista como parte de um ciclo de mudanças que nunca termina. Dentro desta crença, o fim da vida é algo muito natural e a oportunidade de atingir um estado mental de muita paz, sendo percebido como uma forma de crescimento espiritual. A morte não deve ser temida, mas encarada como algo que demonstra como a existência é cíclica.


Para os praticantes do budismo, o luto após a perda de um ente querido envolve muitas preces e cerimônias. São 49 dias dedicados à memória de quem partiu, onde os familiares buscam enviar energias positivas, fazem peregrinações a lugares sagrados e se encontram com mestres para rezar. O termo budista “bardo” representa um intervalo intermediário entre a morte e o próximo renascimento. Entender mais sobre o bardo durante a vida contribui para que as pessoas compreendam melhor o que acontece no pós-morte, já que este estado é uma intensificação do que foi experienciado no decorrer da vida.


Os ensinamentos e práticas do budismo nos trazem uma nova perspectiva sobre a morte. Todos os aspectos da nossa existência são impermanentes e tudo se transforma com o passar do tempo. Passamos a vida com uma sensação de urgência para fazermos e sermos mais enquanto vivos e conscientes.

O BUDISMO NOS ENSINA QUE A VIDA TEM UM SENTIDO MAIOR, JÁ QUE ELA NOS PREPARA PARA O QUE VEM DEPOIS.


Outro ponto importante sobre a maneira com que o budismo lida com a morte é como enfrentar a dor após a partida de alguém – a energia e ensinamentos dessa pessoa continuam vivos entre aqueles com quem ela convivia. Nas palavras da Monja Coen , missionária oficial da tradição zen-budista Soto Zensh e fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil:

“Eu sinto a dor da perda, mas esse que morreu vai viver em mim. Como posso honrar essa memória na minha vida?”

Monja Coen


Este artigo foi inspirado pela conversa “Noite Adentro” do podcast “Sobre Viver e Morrer”.

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